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Out

Conheça um pouco sobre a Revolução Verde

A cada ano, a população do planeta aumenta e, segundo o Último CENSO do IBGE, em 2016, o Brasil possuía quase 208 milhões de habitantes. Quanto mais gente, mais consumo e, consequentemente, mais alimentos devem ser produzidos. Isso tudo depende da agricultura. Conheça a revolução verde e tire as suas próprias conclusões.

A terra, como grande organismo vivo, está entrando na UTI, e por isso é preciso rever nossas posturas e condutas, e termos bem claro o que queremos para o nosso futuro e futuro dos nossos filhos. A produção de alimentos ainda é um grande desafio. Segundo a FAO (Food and agriculture Organization) – ONU, a produção agrícola precisa crescer cerca de 50% até 2050 para alimentar os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta terra, porém muitos questionam esses números.

O desafio é enorme. Por um lado, temos a necessidade produzir alimentos e de outro, usufruir dos recursos naturais de forma sustentável, levando em conta as alterações climáticas, a erosão dos solos, e assim por diante.

Logo após a 1ª Guerra mundial revolução verde começou a ocorrer nos países mais desenvolvidos, enquanto esse processo ocorreu nos países em desenvolvimento, a partir da 2ª Guerra mundial, incluindo-se o Brasil.

O principal argumento era que tínhamos que aumentar a produção de alimentos em função da quantidade de pessoas que passavam fome em todo o mundo e que a população se encontrava em franco crescimento.

Importamos esse modelo de agricultura que propõe o aumento da produção por meio de usos intensivos de fertilizantes químicos com intuito de melhorar a fertilidade do solo e melhor nutrir as plantas cultivadas, além do uso de agrotóxicos para o controle de plantas infestantes, doenças e pragas nos cultivos agrícolas. Esse modelo de agricultura, que impulsionou a revolução verde também se baseia no uso de máquinas e implementos agrícolas para extensas áreas de produção. Esse processo de modernização do campo alterou a estrutura agrária no Brasil, e os agricultores que possuíam pequenas áreas não conseguiram se adaptar às novas técnicas de produção, pois os custos são elevadíssimos, e não conseguiram atingir produtividades suficientes para se manterem em atividade, resultando em falências contínuas e muitos perderam suas propriedades para os agentes financeiros e tiveram que migrar para a cidade, o que provocou grande aumento no êxodo rural.

 Se por um lado, tivemos o aumento na produção de alimentos, fibras e biocombustíveis, a maioria produzida para a exportação, por outro o consumo de agrotóxicos e contaminação também deu um salto alarmante.

Atualmente, esse modelo de produção baseado em monocultura predomina na maioria das propriedades e a porcentagem de pessoas com fome aumentou.

Questiona-se: era verdadeira essa argumentação de que teria que mudar radicalmente a forma de se produzir para erradicar a fome no mundo?…ou haviam interesses de alguns segmentos da sociedade em dominar as cadeias produtivas? São elementos importantes para uma boa reflexão!!!

Sabemos que hoje cerca de um bilhão de pessoas ainda passam fome no mundo e o mais curioso é que produzimos o suficiente por pessoa para que a fome não faça parte do nosso dia-a-dia.

Outros bilhões de pessoas estão obesas, consumindo calorias em excesso, alem é claro, do desperdício que chega a 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de alimentos todos os anos, sendo no Brasil cerca de 40 mil toneladas. Logo, o problema não está na quantidade produzida e sim na qualidade, distribuição e desperdício de alimentos.

Professor Milton