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Jul

Produção orgânica de tomate e a alta Rentabilidade


Uma das grandes diferenças entre a agricultura convencional e a agroecologia está no espaço que é utilizado para os cultivos de espécies vegetais de interesse alimentício e/0u comercial.

Uma chácara com apenas dois hectares tem proporcionado resultados positivos em Curiúva – PR. Acostumado com o manejo da agrossilvicultura, Heros Danilo Mainardes Fonseca, deixou o trato com florestas um pouco de lado para investir no plantio de produtos orgânicos.


Por se tratar de uma área pequena e próxima à cidade, a chácara é ideal para o cultivo de hortaliças em bases agroecológicas. Além de comercializar o produto em grandes centros de distribuição, o produtor também é o responsável por abastecer pequenos comércios do município.

Um diferencial desta produção é o fato do produtor apostar em vender seus produtos também para o consumidor final: “O pessoal gosta de vir aqui porque eles mesmos colhem e embalam o produto. Alguns abastecem suas carriolas para revender na cidade. Tudo isso contribui para os bons resultados obtidos com a propriedade”, ressalta Danilo.

Danilo Fonseca ainda apontou uma diferença entre os sistemas agroflorestais que trabalhava anteriormente e a produção orgânica que trabalha atualmente: ‘’Diferentemente de florestas e da pecuária de corte, por exemplo, que exigem acompanhamento semanal dos resultados, a produção de produtos orgânicos demanda mão de obra diária. A produção exige atenção o dia todo, de segunda-feira a segunda-feira.

Entretanto, com poucas pessoas dedicadas no manejo, é possível atender a demanda. Trabalhamos em quatro pessoas: eu, minha mulher e dois funcionários’’ explica.



Cada estufa tem 210 metros quadrados e custaram R$ 5 mil ao agricultor. O investimento para o plantio é de R$ 2 mil, e pode render até cinco quilos da fruta por planta, o que representa algo em torno de duas toneladas e meia de produção por unidade e um faturamento bruto R$ 12 mil por safra. São cinco a seis safras por ano. 

A chácara do Danilo possui dez estufas que produzem 40 toneladas de tomate tipo italiana por ano, que é vendido a um preço médio de R$ 5 o quilo, enquanto o tomate cereja embalado em caixas de 400 gramas sai a R$ 7 a unidade. O faturamento bruto é de R$ 200 mil, mas 40% deste valor representa mão de obra. O principal insumo para a produção orgânica é o esterco de gado, que o Danilo utiliza cerca de 20 kg por planta, bem compostado com outros materiais orgânicos, além da adubação e outros produtos recomendados para a produção na agricultura orgânica.

Uma informação importante é que as estufas são numeradas. Isso porque, quando é vendido o produto, é especificado na nota fiscal em qual estufa ele foi produzido, ajudando assim a detectar mais rapidamente problemas que possam acontecer, providenciando a destruição imediata daquele lote, caso necessário.

 Assim, vemos o cuidado e zelo dos produtores ao produzirem orgânicos. Todo processo passa por uma rígida fiscalização para que ao final seja certificado pelos órgãos competentes.