12
Jul

PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS REDUZEM AS EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA

De acordo com o inventário nacional de gases de efeito estufa (GEE), o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais da Colômbia (IDEAM), o setor agrícola é responsável por 38% das emissões totais de gases de efeito estufa; a criação de bovinos contribui 18,5%.

Na agricultura, 93% das emissões de CH4 (metano) é decorrente da decomposição de resíduos diversos (vegetais e animais, por exemplo), bem como de processos de fermentação, como na produção de arroz, entre outros. Portanto, o setor agrícola deve optar por medidas urgentes para reduzir essas taxas.

Neste contexto, o Grupo de Pesquisa em Agroecologia de Palmira, da Organização das Nações Unidas – ONU, indica que a grande saída consiste na ampliaçãoda adoção de práticas agroecológicas, a partir da conservação e uso da biodiversidade a serviço da agricultura.

A Agroecologia orienta a adoção de práticas e técnicas que minimizam impactos negativos sobre o meio ambiente, ajudando a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, entre outros benefícios.

Os princípios da agroecologia orientam interações entre sistemas vivos e sistemas sociais, compreendendo uma série de estratégias para mitigar os impactos ambientais e atender plenamente as necessidades humanas.

Assim, busca-se, permanentemente, que os sistemas agrícolas protejam e preservem a biodiversidade e favoreçam os processos naturais para garantir a segurança e soberania alimentar das famílias de agricultores, além de produzir alimentos de alta qualidade para a comercialização e geração de renda.

Do ponto de vista das alterações climáticas, os sistemas com maior diversidade vegetal sequestram maior quantidade de carbono (CO2) do que nos sistemas de monocultura, onde ocorre grande da perda da biodiversidade.

Nesse sentido, as técnicas agroecológicas constituem-se em importante alternativa ao uso de práticas agrícolas que agridem o meio ambiente, especificamente se pode falar de reciclagem de matéria orgânica, onde uma grande parte dos resíduos orgânicos podem ser importantes fontes para melhoria do solo, bem como à nutrição e proteção das culturas. Esse processo favorece a melhoria da qualidade do solo, contribuindo para a auto-suficiência nos agroecossistemas, reduzindo e até eliminando a demanda por insumos externos, principalmente fertilizantes químicos sintéticos.

Outro aspecto a ressaltar é quando um agricultor baseia a produção agropecuária com alta dependência de agrotóxicos. Isso contribui para a perda da biodiversidade, pois esses insumos não são seletivos e acabam eliminando espécies benéficas para o agroecossistemas, prejudicando importantes interações ecológicas entre os componentes.

Nesse contexto, pesquisas mostram que quando um agricultor usa agroquímicos, entre 30% a 40% dos custos correspondem a entradas permanentes, ou seja, uso de insumos necessários em função da prática da monocultura. Isto reduz ganhos econômicos, criam dependência do agricultor e afetam o ambiente e a saúde da população.

Com relação à criação de bovinos, é necessário alterar os sistemas de pastoreio atualmente, utilizados por muitos produtores, principalmente os que possuem solos degradados. É possível favorecer processos naturais que ajudam a regular, recuperar e conservar o solo.

Devemos contribuir para que essas áreas sejam sombreadas por árvores, por meio da implantação de sistemas agroflorestais, do tipo silvipastoril. Nesses sistemas, os animais têm proteção das radiações solares prejudiciais, criando microhabitats que se desenvolvem sob as árvores eno entorno, favorecendo o desenvolvimento de plantas e nichos especiais que contribuirão para melhorias na produção de leite e carne, aliado à melhoria ambiental.

Temos que ser observadores, pois a natureza nos ensina que sistemas naturais biodiversos, com grande variedade de flora e fauna, logicamente pode-se alcançar um equilíbrio nos ecossistemas. Assim, adotemos esse referencial dos sistemas naturais para desenharmos e implementarmos agroecossistemas autossuficientes, com alta capacidade de provisão de serviços ambientais, dentre eles o sequestro de carbono na biomassa vegetal e no solo, evitando emissão de COe CH4, entre outros gases, para a atmosfera, que contribuem para o efeito estufa.

Fonte:http://agenciadenoticias.unal.edu.co/detalle/cat/video/article/practicas-agroecologicas-reducen-emisiones-de-gases-contaminantes.html

Site: Universidad Nacional de Colombia – Agência de Notícias