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Nov

Entenda as vantagens de se praticar policultura de uma forma simples

Por definição, policultura é a prática de se cultivar (ou criar) vários tipos de plantas (ou animais) em uma mesma área de plantio. Essa prática pode trazer diversas vantagens, tais como: fortalecimento das plantas, combate efetivo “pragas e doenças” em plantas e animais, além da preservação dos mananciais de água (córregos, rios, lagos…), fauna e flora.

É crescente o investimento de agricultores em pequenas e grandes áreas utilizando-se a policultura, que consiste realização de cultivos mistos e/ou criação de animais, nas mesmas terras e ao mesmo tempo.

A policultura sempre foi mais comum em pequenas áreas (urbanas e rurais). Para áreas de médio e grande porte, entretanto, o foco acabou se transformando em monocultura, onde é cultivada apenas uma espécie, de forma exclusiva.

A monocultura e algumas fragilidades

A monocultura acabou sendo a modalidade mais praticada por muitos anos, fazendo o agricultor se dedicar exclusivamente a um único tipo de produto, como soja, milho, arroz, cenoura, por exemplo.

Embora haja apenas um tipo de cultura, é exigido um sistema de irrigação muito mais complexo, com a organização de água por toda a extensão do lote. É preciso também um grande espaço físico para a plantação. E ainda a biodiversidade animal e o solo são muito prejudicados pela monocultura. Por não favorecer vários processos naturais, como a produção e oferta contínua de material orgânico, ciclagem de nutrientes, entre vários outros processos vitais, o solo vai empobrecendo quimicamente, fisicamente, biologicamente, o que desfavorece ao bom desempenho das plantas cultivadas e favorece o aumento de pragas e doenças nas plantas. Há ainda maior contaminação do solo pelo acúmulo de agrotóxicos, entre outros problemas.

A policultura e algumas vantagens

A policultura, por outro lado, requer um espaço menor para cultivos, além de menos tecnologia na irrigação. Uma de suas vantagens, entretanto, é o fortalecimento das plantas. Este processo começa com a formação de raízes mais vigorosas e que geram plantas maiores, com o objetivo de captar o máximo de nutrientes do solo.

Há também o combate natural e efetivo de organismos que se alimentam de plantas vivas, chamados de pragas e doenças, em função do equilíbrio biológico e da melhor qualidade do solo.

Comparando-se esses arranjos diversificados de plantas com nosso corpo, por exemplo: com a presença de um número maior de microrganismos, funciona como uma espécie de anticorpos, ficando mais fortes e que as tornam capazes de combater os perigos com mais rapidez e eficiência.

Por melhorar a qualidade do solo, a policultura é uma das formas mais sustentáveis de prática agrícola, seja em ambientes urbanos ou rurais. Natural e orgânica, livre de agrotóxicos e fertilizantes químicos, normalmente a policultura é praticada em pequenas áreas, viabilizando sustento e renda a milhares de famílias.

 

Esse tipo de cultura é muito importante em diversos aspectos ambientais. Ajuda a preservar os rios, a flora e a fauna da região, uma vez que não requer desmatamento para ser implantada e faz com que haja um maior aproveitamento do solo existente. Também é um ótimo ambiente para os insetos polinizadores favorecerem o ciclo de vida vegetal e aumentar a produtividade de muitas espécies cultivadas e nativas.

Sendo assim, a Agroecologia defende a prática da policultura já que os benefícios para o meio ambiente e à nossa saúde são enormes. Salientando que não há necessidade de uso de agrotóxicos, pois a própria variedade de cultivo atrai insetos fundamentais para o ciclo natural de presa versus predador. Assim, teremos uma qualidade de alimentos superior, trazendo mais saúde e sabor à nossa mesa.