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FORTALECER A BIODIVERSIDADE PARA GARANTIR A SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

O primeiro passo consiste no aumento da diversidade vegetal nos ambientes de produção agrícola. Além de constituir-se na base para o equilíbrio biológico e ecológico, também é essencial para a segurança alimentar e nutricional das famílias de agricultores, além de favorecer a produção de alimentos nutritivos e abundantes para alimentação da população mundial. Assim, viabiliza-se a produção de forma sustentável, em harmonia com a natureza, fortalecendo a agricultura e a silvicultura, por exemplo.

Assim, é possível superar os desafios globais como as alterações climáticas e a perda da biodiversidade animal e vegetal, contaminação ambiental e dos alimentos por resíduos tóxicos.

A redução dos danos ambientais decorrentes de atividades agrícolas por meio de práticas sustentáveis, pode contribuir para a conservação da melhoria da biodiversidade, fortalecendo a produção de alimentos nutritivos e melhoramento dos meios de subsistência no meio rural e resiliência das pessoas e comunidades.

Se quisermos eliminar a pobreza, bem como a fome no mundo, é fundamental assegurar a proteção duradoura da biodiversidade. No entanto, depende da consciência e interesse da humanidade em mudar suas atitudes predominantes e, consequentemente, os sistemas de produção de alimentos vigentes.

A adoção de princípios da agroecologia é um exemplo da transformação que nós precisamos, combinando conhecimentos científicos com os conhecimentos locais e tradicionais para o desenvolvimento de práticas sustentáveis e um melhor conhecimento dos agroecossistemas.

Como parte desse processo, é necessário construir pontes entre os vários conhecimentos interdisciplinares para identificar sinergias e alinhar os objetivos para desenvolver práticas integradas com de intuito fortalecer a biodiversidade nos ambientes agrícolas.

Para tal, é necessário o comprometimento da sociedade, envolvendo os agricultores; governos municipais, estaduais e federal, com medidas concretas e mensuráveis de transformação para a agricultura e pecuária a partir as práticas e técnicas agroecológicas.

Ressalta-se que o fortalecimento da biodiversidade, geralmente não está na agenda de prioridades em setores que lidam com a agricultura, pesca, silvicultura e turismo. Entretanto, é fundamental para contribuir ao atingimento dos objetivos de desenvolvimento econômico, social e ambiental de cada região, mitigando efeitos nocivos das mudanças climáticas, favorecendo a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento humano.

Entre os temas discutidos em diversos fóruns, inclui-se a questão da biodiversidade pode diferencial no fortalecimento de novos negócios, como em cadeias de suprimentos, produção e consumo sustentáveis e também para viabilizar parcerias e mecanismos de financiamentos eficazes.

A agricultura é, por natureza, um dos principais utilizadores da biodiversidade, mas também tem o potencial de contribuir para a sua proteção e melhoria, ao adotar as técnicas e práticas adequadas.

Há consciência crescente que técnicas e práticas de base agroecológica pode contribuir para as funções dos ecossistemas, como a manutenção da qualidade da água, controle de erosão e enriquecimento da polinização, por exemplo. Assim, ao privilegiar maior quantidade de espécies vegetais na mesma área e a interação entre os componentes dos agroecossistemas, fortalece-se todos os pilares da biodiversidade.

 

Fontehttp://www.fao.org/news/story/es/item/456244/icode/

Site: FAO – Organización de lãs Naciones Unidas para La Alimentación y La Agricultura