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Jul

AGROECOLOGIA ESTÁ CRESCENDO! MAS PRECISAMOS DE MAIS EXEMPLOS PARA INSPIRAR OS OUTROS

Na economia mundial, busca-se o crescimento do Produto Interno Bruto – PIB, que continua sendo a principal ferramenta utilizada para avaliar o desenvolvimento dos países. Isto tem motivado a adoção de estratégias econômicas para aumentar o PIB em curto prazo, mas em formatos que têm prejudicado o meio ambiente, desfavorecendo alguns segmentos da sociedade.

Então, se as medidas de desenvolvimento são muito estreitas e focadas no curto prazo, as perspectivas de longo prazo se tornam menos favorecidas. Assim, em sistemas alimentares buscam cada vez mais altos rendimentos, resultados líquidos e disponibilidade de calorias em um nível global, onde a qualidade dos produtos e alimentos ficam inferiores.

Diante disso! Alguns questionamentos são interessantes para reflexão!

  • Como é a qualidade dos alimentos em períodos de crises ambientais e o aumento e surgimento de pragas e doenças?

  • Como está a diversificação de agroecossistemas?

  • Onde e para quem os alimentos são disponibilizados e qual o conteúdo de nutrientes?

  • Como esses sistemas preservam a base de recursos naturais para o futuro?

  • Geram grande parte do emprego e em que condições?

  • Os consumidores sabem de onde vem sua comida e como ela foi produzida?

Embora algumas propostas foram feitas para resolver estas lacunas, ainda não há consenso para capturar esses fatores de forma abrangente!

É importante ressaltar que temos exemplos de sistemas agrícolas que são capazes de sustentar, estabilizar e melhorar a produtividade dos alimentos, aliado à preservação do meio ambiente.

Além disso, esses sistemas contribuem para geração de emprego digno e asseguram meios de subsistência, e a produção de diversos alimentos ricos em nutrientes, nos locais onde eles são mais necessários.

Como parte desse processo, seguindo-se princípios da Agroecologia, substituem-se insumos químicos externos à propriedade por insumos orgânicos ou naturais e, ao mesmo tempo, privilegiam-se processos naturais que melhoram as interações ecológicas benéficas e sinergias na propriedade.

Por exemplo, as árvores são reintroduzidas na paisagem de cultivo agrícola para proporcionar sombra para as culturas, estocar carbono e fornecer habitat para organismos benéficos, mantendo a interação entre todos os componentes que fazem parte dos agroecossistemas.

Estas abordagens proporcionam grandes benefícios em termos de eficiência dos recursos econômicos e ambientais, através do controle da emissão de gases do efeito estufa, enquanto diminui-se a degradação de solos e dos ecossistemas.

A agroecologia não deixa de ser altamente produtiva!

A agroecologia facilita a intensificação ecológica, assegurando que todos os ganhos de produção podem ser sustentados no futuro, e que reduzam os custos para os agricultores, através da utilização e reciclagem de insumos locais, que reduz significativamente os custos de produção, tornando-se uma opção financeiramente sustentável para os agricultores.

Estas formas de transformação agroecológica já estão acontecendo!

Mas é preciso enaltecer os bons exemplos, mostrar na prática para incentivar os interesses dos agricultores em trabalhar com a agroecologia e aumentar o apoio político através de políticas públicas direcionada para esses sistemas.

Diante disso, o painel internacional de especialistas em sistemas alimentares sustentáveis vem trabalhando para reunir um conjunto de estudos de caso sobre a transição para a agroecologia em diferentes regiões.

Precisamos de exemplos para mudar o mundo em que vivemos!

Experiências bem sucedidas nas propriedades agrícolas, em comunidades regionais, periurbanas ou urbanas, podem inspirar, capacitar e facilitar a troca de informações e experiências entre as pessoas.

A agroecologia não é uma caixa de ferramentas ou uma receita, e sim oferece um conjunto de alternativas com valores e abordagens para produzir alimentos com abordagens que podem ser localmente adaptadas e regionalmente aplicadas.

Os estudos podem ajudar a documentar as maneiras que os agricultores e as comunidades agrícolas têm colocado princípios agroecológicos em prática, a fim de acelerar os processos de mudança. As histórias e os conhecimentos pioneiros são fundamentais!

Assim, os debates, as experiências, e os conhecimentos locais sobre a reforma dos sistemas de alimentos, são muitos importantes para contar essas histórias que podem ajudar a capturar o processo de transição, para entender os bloqueios que travam nos modelos atuais, e identificar os pontos de entrada para desencadear mudanças em sistemas alimentares.

Formas de transformação agroecológica estão acontecendo em todas as regiões. Mas é preciso dar mais visibilidade às boas experiências agroecológicas para estimular os agricultores que desejam aderir à agroecologia, mas ainda têm muitas dúvidas e desafios a serem superados.

Fontehttp://foodtank.com/news/2015/09/agroecology-is-working-but-we-need-examples-to-inspire-others

Site de acesso: Foodtank – Olivier de Schuttere Steve Gliessman