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Out

Agricultura orgânica e convencional: entenda as principais diferenças

Cada vez se fala mais em agricultura orgânica, e esta tendência ganha força entre os consumidores quando se descobre os inúmeros benefícios obtidos ao consumir produtos orgânicos, por exemplo. Mas, quais são as principais diferenças entre a agricultura orgânica e a convencional? E por que essa preferência vem ganhando cada vez mais espaço no setor alimentício e produção? Confira e se surpreenda!

1 – Saúde Que Vem da Terra


Uma das principais diferenças básicas entre os cultivos convencionais e orgânicos é a forma de fazê-los. Enquanto a agricultura orgânica utiliza adubos naturais e controlam pragas de forma não agressiva ao ser humano, ao solo e aos mananciais de água, por exemplo, os cultivos convencionais fazem uso de agrotóxicos e outras substâncias artificiais que podem prejudicar a saúde dos agricultores e dos consumidores, e à biodiversidade, entre outras consequências maléficas.
Embora ambas possam obter resultados econômicos parecidos, a agricultura orgânica costuma obter resultados a médio e longo prazo, e isso não atrai a atenção de uma parcela dos agricultores que continuam a optarem pela forma convencional de cultivo, baseada, predominantemente, em monocultivo e uso intensivo de agroquímicos.
O uso de produtos não naturais nas lavouras é alvo de preocupação da sociedade. Quando o alimento é cultivado de forma convencional, ainda que, antes de consumir, se faça uma higienização das hortaliças e frutas, por exemplo, não é possível eliminar 100% das substâncias químicas que podem estar concentradas neles. Essa é mais uma razão que os produtos orgânicos são excelentes opções para o consumo, quando o assunto é saúde.

2 – Valor Nutricional


Uma vez que estamos falando em saúde, é indispensável pensar na riqueza nutricional dos alimentos que consumimos e, devido à forma de cultivo, incluindo-se a adubação natural, os produtos orgânicos se tornam mais nutritivos do que os não orgânicos.
Além disso, são mais saborosos já que o sabor percebido no consumo é exatamente o daquele produto, sem a interferência de qualquer tipo de produto sintético.
Já na agricultura convencional, utiliza-se adubação química com intuito de oferecer alguns nutrientes às plantas cultivadas. Porém, na maioria das vezes, esses fertilizantes sintéticos possuem apenas 3 ou 4 nutrientes, enquanto que geralmente as necessidades nutricionais das plantas são muito maiores (cerca de 15 a 16 nutrientes).
Assim, geram-se produtos pobres e desequilibrados nutricionalmente, que podem prejudicar a saúde das pessoas ao serem consumidos continuamente.

3 – Pragas e Doenças

Quando se utiliza produtos químicos no combate a pragas e doenças, há a possibilidade de selecionar organismos resistentes aos seus componentes. Dessa forma, torna-se cada vez mais difícil o extermínio deles e, consequentemente, a necessidade de aumentar a quantidade de produtos químicos utilizados.
Assim atua a agricultura convencional, e com um agravante: nessa forma de cultivo, tudo o que se encontra na terra deve ser eliminado, como as plantas espontâneas, que chamam de “plantas daninhas”, e outras espécies vegetais não destinadas à produção, mantendo-se apenas as espécies vegetais de interesse econômico.
Essa prática deixa as áreas de cultivos vulneráveis, pois até mesmo aqueles organismos que combatem pragas naturalmente, que são seus inimigos naturais, deixam de atuar na área.
Já a agricultura orgânica adota técnicas ecológicas para lidar com as doenças e pragas, o que não gera prejuízos para a plantação, ao meio ambiente e nem à nossa saúde.

4 – Impactos Ambientais


Se de um lado, a agricultura orgânica tem como objetivo não explorar e, ao contrário disso, preservar o meio ambiente, do outro, as formas convencionais de cultivo não costumam ter essa preocupação, adotando-se técnicas que, na maioria das vezes, causam impactos ambientais de diferentes intensidades, desde alguns mais sutis até outros de altíssima intensidade.
O cultivo de produtos orgânicos tem como premissa a sustentabilidade, prioritariamente, sem recursos externos que agridam a área de cultivo e ao redor. O solo, por exemplo, é tratado como um “organismo vivo” dentro dessa filosofia. E qual é a postura predominante na agricultura convencional? Desmatamentos e até queimadas, opção por monocultura e uso intensivo de agroquímicos, por exemplo. Isso é ruim para o meio ambiente e pode ser ruim à maioria das pessoas.
A principal ‘’arma’’ na luta a favor do meio ambiente é o conhecimento e a informação. Quanto mais conhecemos sobre a agricultura orgânica, mais nos convencemos que a agricultura convencional pode estar com os dias contatos, uma vez que produz na mesma proporção que destrói.

Professor Milton