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Jul

A AGRICULTURA BIOLÓGICA NA ÁFRICA

Agricultores ugandenses estão contribuindo para a economia e geração de renda, de forma sustentável na Uganda. Eles estão abastecendo o mercado local com vários produtos produzidos seguindo princípios da agricultura biológica, como: café, algodão, castanha de caju, baunilha, manteiga de karité, abacaxi, banana, entre outros.

Cerca de um quarto das exportações agrícolas da Uganda está sendo representada pelos “produtos orgânicos”. Porém, o crescimento da agricultura orgânica vem incomodando aqueles que vendem produtos químicos para a agricultura, que muitas vezes vêem o aumento constante da agricultura orgânica como uma ameaça à sua subsistência.

A África do Sul ainda se encontra em processo muito lento de desenvolvimento da agricultura biológica. Apenas 10.000 agricultores são responsáveis por 80% das vendas de alimentos orgânicos Sul-Africano. Além do mais, com o uso excessivo de insumos químicos nas fazendas, está ocorrendo um decréscimo da biodiversidade, sendo que 90% da energia alimentícia da população da África do Sul vêm somente de animais.

Esse fato é muito preocupante, pois a perda da biodiversidade afeta a flora e a fauna, mas, principalmente, a qualidade do solo. No entanto, ainda existe grande polêmica em torno dos produtos orgânicos, pois eles precisam ser certificados, para serem aceitos como saudáveis, e serem comercializados como tal.

A agricultura biológica pauta-se em vários princípios que privilegiam os processos naturais e a harmonia entre a produção e a natureza. No entanto, para serem comercializados como orgânicos, significa que os produtos têm que ser regulados por um padrão global de certificação, seguindo legislações altamente burocratizastes, o que inviabiliza para uma grande parte dos agricultores que não estão preparados para atender o excesso de exigências que são feitas.

Ressalta-se a importância no consumo de alimentos seguramente saudáveis. Atualmente, os consumidores estão mais preocupados em prover suas famílias com alimentos saudáveis, aumentando a demanda por alimentos naturais, sem resíduos químicos. Na realidade só temos duas opções: pagar um preço justo nos alimentos de qualidade, ou gastar mais tarde para tentar recuperar a saúde, as alterações climáticas, a degradação dos solos, a escassez de água e poluição, entre outros problemas indesejáveis.

Fonte: https://theconversation.com/organic-farming-gets-a-bad-rap-why-it-shouldnt-65736

Fonte imagem: http://www.swissinfo.ch/por/%C3%A1frica-deve-inovar-se-quiser-alimentar-suas-crian%C3%A7as/8882664