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Jul

A AGRICULTURA BIOLÓGICA É BOA PARA A VIDA SELVAGEM?

No Reino Unido vem sendo estudado populações de borboletas por cientistas das Universidades de Leeds e York,com o objetivo de manter o rendimento alimentar e a vida selvagem na zona rural daquele país.

Segundo os autores, a situação é muito complicada, porém sugerem que sejam criadas implicações importantes para o uso de terras agrícolas. Professores da Universidade de Leeds, envolvidos nesse estudo, relatam que não tem como saber o quanto a biodiversidade em um campo agrícola suporta, mas se sabe a quantidade de comida que produz. Enfatizam que, se compartilharmos a terra de forma sustentável com a vida selvagem, significa que teremos mais terra para produzirmos.

Porém, o estudo está sendo o primeiro a estabelecer uma troca entre o uso mais eficiente da terra e da maneira mais eficaz para conservar a vida selvagem nas terras, mantendo o rendimento alimentar e a vida selvagem na zona rural do Reino Unido.

No estudo foram coletadas amostras de fazendas selecionadas em 16 locais no sul da Inglaterra, a partir de um estudo apoiado pelo Programa de Uso Economia e Terra Rural. Foram medidos a densidade e o número de borboletas nas fazendas orgânicas, convencionais e reservas de pastagens naturais. A escolha por borboletas neste estudo está relacionada à sua sensibilidade às mudanças de habitat em pequena escala, focando em campos de cereais de inverno e pastagens, porque estão entre as culturas mais comuns na região.

Foi observado que nas fazendas orgânicas tinham mais borboletas do que nas fazendas convencionais. Os autores propuseram que é de extrema importância que fazendas convencionais apóiem mais as borboletas. Com isso, poderia ter uma área especifica para a vida selvagem, produzindo a mesma quantidade de comida, a partir da mesma área. No entanto, a área de vida selvagem teria que ser semelhante a uma reserva natural em termos de qualidade, ao invés de semelhante a uma margem de campo não cultivado. Para os autores, mesmo que os métodos orgânicos aumentem a biodiversidade agrícola, uma combinação de agricultura convencional e áreas protegidas às vezes pode também ser mais uma alternativa para manter a produção de alimentos e proteger a vida selvagem.

Para os pesquisadores, é difícil descobrir as melhores estratégias para minimizar o impacto ambiental da produção de alimentos num contexto global. Se produzirmos com baixa intensidade, simplesmente o país vai importar mais alimentos de outros países, isso irá potencializar o aumento de áreas cultivadas, ou a intensidade de cultivos acelerando a perda da biodiversidade no resto do mundo.

O importante é sabermos como os regimes agroambientais e incentivos podem ser melhorados para a restauração e manutenção permanente de alta qualidade dos animais selvagens.

Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2010/09/100906163503.htm